Estratégias e Migração para BrOffice foram discutidos na reunião do CISL ontem à tarde
Na tarde de ontem, dia 9 de julho, as empresas Conab, Serpro, CEF, Dataprev e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) compartilharam suas experiências, problemas e alternativas na migração do BrOffice em suas organizações.
Para o coordenador de
software livre do MDA, Paulo Oliveira, a maior dificuldade está
na criação de políticas de sustentação
a longo prazo. “É necessário um projeto de
aculturamento, de cativação do usuário mostrando
os benefícios desta proposta de mudança, tentando assim
minar as resistências a esta migração”.
Frederico Menezes,
representante da Conab, falou que “a reação maior à
migração deve-se a relação com
instituições que não possuem o BrOffice e têm
dificuldades em abrir os documentos neste software. A vontade
política é um dos vetores para o sucesso da migração
e implantação do SL”.
Será assinado no
Congresso Internacional Sociedade e Governo Eletrônico –
Consegi, em agosto, o Protocolo ODF Brasília, segundo informou
Paulo Maia, da CEF, O protocolo é um documento público
de intenção para adoção de formatos
abertos de documentos e começou a ser pensado no último
FISL de Porto Alegre. “ A proposta é a de alavancar o
compromisso no uso do SL na área documental”, disse
Maia.
A Dataprev,
representada por Márcio Sena, iniciou seu processo de migração
há 4 anos e já atingiu mais ou menos 50 mil máquinas.
Márcio alertou que é necessário “a discussão
da atualização automática das versões do
BrOffice.”
Todos enfatizaram que o Comitê Técnico de Implementação do Software Livre tem um papel importante de incentivo na criação de mecanismos governamentais, que definam um padrão compatível para que possa haver integração e maiores ganhos no uso do software livre entre as organizações.

