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Investir em software livre é investir na inteligência

A idéia foi lançada hoje, 26, por Marcos Mazoni, diretor-presidente do Serpro, durante a abertura do Workshop de Gestão de Tecnologia e Software Livre, em Aracaju. O evento é fruto de uma parceria entre Tribunal de Justiça de Sergipe, governo do estado e Serpro.

Durante a cerimônia de abertura do evento, os representantes do governo de Sergipe ressaltaram a importância de desenvolver e utilizar Software Livre - SL, como uma alternativa de redução de custos, investimento em inteligência nacional e promoção de cidadania. “O governo de Sergipe tem a utilização de Software Livre como um objeto de grande atenção, porque permite a construção de parcerias, gera soluções mais eficientes e mais justas e favorece uma expressão de comunidade mais efetiva”, afirmaram.

O diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, apresentou a palestra “Software Livre no Governo Federal”, na qual abordou as vantagens da utilização de tecnologia livre, os avanços do Brasil nesse campo de atuação e a estruturação do Serpro, como integrador de redes de cooperação, responsável pela acessibilidade do cidadão ao governo brasileiro e disseminador da filosofia do Software Livre.

Mazoni destaca que o investimento em tecnologia livre é, na realidade, investimento em inteligência brasileira na área de Tecnologia da Informação. De acordo com ele, a escolha da plataforma livre pressupõe o domínio da tecnologia, o que torna o país autônomo, já que no sistema proprietário as correções e evoluções dependem dos fornecedores. “O Brasil já se destaca no mundo tecnológico por não ser, apenas, usuário de SL, mas sim gerador de soluções de alto padrão, porque entende a filosofia da cooperação mútua", analisa.

“O desenvolvimento de soluções de governo eletrônico poderia estar muito mais avançado no país, se as empresas públicas aceitassem a lógica de cooperação e compartilhamento”, comenta. Marcos Mazoni ressalta a qualidade técnica dos órgãos de governo e indica que o Brasil deve caminhar para adoção de um novo modelo de trabalho, que baseia-se em somar as boas práticas e unir a força de trabalho para desenvolver de forma cooperada.

Para ele, a prova que a lógica de cooperação dá certo é mais antiga que as discussções que o SL gera na sociedade. Para exemplificar sua afirmação, o diretor-presidente resgatou a história de Santos Dumonnt, que agregou conhecimentos para construir seu projeto e publicou as informações técnicas da construção do avião, liberando seu uso e aperfeiçoamento. “O compartilhamento de informações agiliza o processo do desenvolvimento do conhecimento”, declara.

Evoluir a cultura de desenvolvimento de aplicações, integrar soluções, reaproveitar códigos com bom gerenciamento e produzir de forma integrada devem ser as premissas das empresas de informática pública. “O gestor de tecnologia do governo precisa decidir-se entre duas opções: pagar royaltes à empresas estrangeiras ou investir em inteligência nacional”, alerta Mazoni.

Sergipe Digital
O Workshop apresentou, ainda pela manhã, o projeto de integração tecnológica do estado de Sergipe, o Sergipe Digital, que sustenta-se em três focos: cidadão, governo e mercado.

A preocupação do programa é a ampliar a conectividade dos cidadãos. Nesse sentido, ações estão sendo empreendidas para que os 75 municípios do estado tenham acesso à banda larga de baixo custo.

Para o estado, isso significa ampliar os serviços de governo eletrônico, reduzir custos e ampliar a transparência, além de visualizar o cidadão sergipano de forma integral. Por outro lado, o mercado também é favorecido com ampliação da produção de tecnologia.



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