NOTA À IMPRENSA: PC Conectado e Software Livre
Durante reunião ocorrida hoje, em Brasília, os integrantes do Grupo de Trabalho encarregado de formatar os parâmetros para o programa PC Conectado foram surpreendidos pela demanda de vários jornalistas em busca de informações sobre o projeto e sobre posições defendidas em entrevista concedida pela International Data Corporation (IDC).
Cabe-nos primeiro ressaltar que a construção do projeto está se dando da forma mais transparente possível com ampla paticipação da sociedade por meio de entidades, como Fenainfo, Assespro, Softex, inclusive com a ABES que durante recente encontro teve uma postura propositiva e considerando as opções de software livre.
Em relação à adoção de soluções abertas e não-proprietárias é necessário ressaltar que essa opção considerou os seguintes aspectos:
1. Para atender plenamente às necessidades dos usuários, é imprescindível que o PC Conectado seja vendido com 26 softwares instalados e completamente amigáveis. Para viabilizar o uso de softwares legais e autorizados e com o objetivo de incentivar o uso de soluções que o país possa dominar, a adoção do modelo do software livre apresenta-se como alternativa plenamente operacional e economicamente viável.
2. Um dos motivos mais relevantes para essa opção é o receio de que soluções proprietárias incompletas e de baixa performance possam levar o cidadão-usuário a instalar uma versão “pirata” da solução integral dos softwares inicialmente ofertados.
3. A pirataria é incentivada sim pelo preço extremamente elevado e proibitivo de um modelo de negócios que tem gerado royalties para poucas empresas do primeiro mundo. Em um computador utilizando sistemas proprietários, as licenças custam mais que o hardware. Encontra-se no mercado, por exemplo, a licença do Corel Draw, programa para desenhos vetoriais, por R$ 1.499,00; a licença d o Office 2003 standart, pacote básico para escritório, custa R$ 1.490,00 e a licença do Photoshop CS 8.0, programa de tratamento de imagens, chega a R$ 2.822,00. As soluções não-proprietárias, além de fornecer os códigos aos usuários, têm licença gratuita. Alguns exemplos de aplicativos capazes de atender às necessidades dos usuários são: o Sodipodi para desenho vetorial, OpenOffice para escritório e Gimp para tratamento de imagens.
4. Assim, a política de governo de incentivo ao software livre para o projeto possibilitará a existência em nosso país de concorrência não apenas no segmento de hardware, mas também no de software e aplicativos básicos, induzindo a redução de preços de estruturas monopolísticas. Além de beneficiar a sociedade com soluções estáveis e de boa performance.
Coordenadores do sub-grupo de software do projeto PC Conectado
Sérgio Rosa
Diretor do Serpro
Sérgio Amadeu
Presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação